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O DIA DA SUA MORTE


Memento mori
. Todos nós o enfrentamos. “Eu vou morrer” – é este o pensamento-mor que aflige as almas vergadas sob o peso da chamada única e temível certeza da existência: a inexistência. Somos todos cadáveres atrasados, nascidos apenas para morrer. E quando paramos para pensar sobre as circunstâncias que nos levarão à morte, tudo torna-se ainda mais horripilante; são poucas as pessoas que conseguem lidar com tal soturna e assombrosa consciência. 

Mas houve Alguém em especial que, mais do que todos, lidou com a certeza da morte. Alguém que, de forma muito improvável, entregou Sua imortalidade para fazer-se penhor pelos mortais – Jesus Cristo, o Todo-Poderoso Deus, fez-Se carne humana, tornando-Se um de nós para que, através de Sua morte, as almas finitas conhecessem o infinito Paraíso. 

Nasceu para morrer. Ainda em criança, obteve, gradualmente, a consciência de que Sua missão era entregar-Se em sacrifício pela iniquidade humana. Ele, que jamais conhecera pecado, devia pagar pelos erros de um mundo condenado. Carregando em Seus ombros a condenação da morte e levando sobre Si a justiça e ira divinas que deveriam recair sobre nós, sofreu a mais vilipendiosa e cruel das mortes; foi torturado, humilhado, sofreu as chufas e os apupos de Seus vis algozes; foi levado a tribunais corruptos, sofreu os duros vergões da natureza humana, sendo açoitado, surrado e espancado.

O Senhor da Justiça foi contado entre os homicidas; o Senhor da Glória sofreu o opróbrio dos transgressores. O Rei dos Reis foi humilhado com uma coroa de espinhos, e o Príncipe da Paz, acusado de coagir com demônios. Por fim, o Autor da vida foi levado para a morte, sendo torturado por Suas próprias criaturas. Foi crucificado. Para isso viveu Jesus Cristo, o Filho do Deus Altíssimo: para morrer. Morrer por uma raça que jamais O amou. 

Muito pior do que qualquer coisa que possamos enfrentar, Cristo lidou com Seu memento mori sem abrir a boca. Aceitou Seu destino, escolhendo fazer-Se culpado em nosso lugar. Contudo, assim devia consumar-se a redenção; e no terceiro dia, ao romper da manhã, o imaculado Príncipe dos Céus retornou à vida, sendo ressuscitado pelo Seu Pai como troféu de nossa eterna salvação. 

Você pode estar perplexo diante desta certeza; pode quedar-se não poucas vezes imaginando sobre seu último dia de existência. É possível ainda que sofra, temendo passar pelas trevas do desconhecido. Mas eu lhe trago uma notícia: 

Ele morreu por nós. O dia de Sua morte aconteceu para evitar que o nosso chegasse. Você pode até morrer, mas não será para sempre. Sua vida aqui é apenas um prenúncio de uma vida melhor. E a todos aqueles que escolhem viver, o Senhor reafirma Sua promessa:

“EU SOU a Ressurreição e a Vida; e quem crê em Mim, ainda que morra, viverá.”

Não tenha medo da morte. 

Você não precisa morrer, se não quiser. 

Porque um dia Ele quis te dar vida, 

E morreu para que você nunca a perdesse.

O dia da sua morte nunca vai chegar.  


 









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